Silmarils
As Silmarils (quenya Silmarilli, qya, lit. "radiância da luz pura") são três joias fictícias brilhantes no legendarium de J. R. R. Tolkien, criadas pelo elfo Fëanor a partir da luz pura das Duas Árvores de Valinor. As Silmarils desempenham um papel central em O Silmarillion, obra de Tolkien que narra a criação de Eä (o universo) e o surgimento dos elfos, anões e homens.
Tolkien, um filólogo, inspirou-se na palavra do inglês antigo Siġelwara para conceber as Silmarils, joias que contêm luz. Ele concluiu que Siġel significava tanto "sol" quanto "joia". Pesquisadores notaram semelhanças entre as Silmarils e o Sampo do Kalevala e o Santo Graal das lendas arturianas. Alguns estudiosos interpretam as Silmarils como representações do orgulho élfico em suas criações ou do desejo bíblico pelo conhecimento do bem e do mal, como na história do Jardim do Éden no Gênesis. Verlyn Flieger [en] analisa O Silmarillion como uma narrativa sobre a fragmentação da luz criada, que, segundo ela, Tolkien equipara a Deus. Inicialmente, essa luz é manifestada em duas grandes lâmpadas que iluminam a Terra Média. Após sua destruição, a luz é preservada nas Duas Árvores de Valinor, e Fëanor captura essa luz nas Silmarils. Com a morte das árvores, as Silmarils tornam-se as últimas fontes da luz criada na Terra-média. Quando as Silmarils são dispersas — para a Terra, o Mar e o Céu —, a que ascende ao céu transforma-se na Estrela de Eärendil. A dama élfica Galadriel coleta luz dessa estrela e a preserva no Frasco de Galadriel, que auxilia os hobbits protagonistas de O Senhor dos Anéis a cumprir sua missão.
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